"El Chapo" poderá falar por telefone com familiares e ver sacerdote

Nova York, 4 out (EFE).- Joaquín "El Chapo" Guzmán poderá em breve falar ao telefone com seus familiares, ver um sacerdote e receber livros na prisão de Nova York onde está detido à espera de julgamento, informou nesta quarta-feira o advogado do narcotraficante.

O narcotraficante mexicano, que foi extraditado aos Estados Unidos em janeiro, permaneceu praticamente isolado desde então em meio a fortes medidas de segurança, segundo o advogado Eduardo Balarezo.

"Como qualquer outro acusado, o senhor Guzmán por ora é inocente. Até agora o sistema lhe tratou como se fosse culpado antes de apresentar uma mínima prova contra ele", disse em um comunicado.

"Tudo o que pedimos é que sejam dados os mesmos direitos e privilégios que a qualquer outra pessoa inocente. Ele deseja apenas poder se comunicar com sua família e filhas pequenas", acrescentou.

Balarezo, que recentemente assumiu a defesa do narcotraficante, exigiu há uma semana ao Departamento de Justiça que Guzmán tenha acesso a uma série de possibilidades previstas pela lei, como reuniões com seus advogados, ligações telefônicas, atendimento a clientes e envio de e-mails.

As autoridades, em uma carta de 3 de outubro, responderam confirmando o direito a muitas dessas coisas, ainda que sob certas condições, e explicaram que o acusado não as tinha solicitado até agora.

Assim, as autoridades disseram que Guzmán pode dispor de uma ligação telefônica de 30 minutos por mês - ou de duas de 15 minutos - para se comunicar com familiares, sempre que antes facilite os seus números e identidades.

Também poderá se comunicar por telefone com seu advogado se este não puder se deslocar para vê-lo pessoalmente, receber documentos legais e ter acesso a cartas, ainda que estas devem ser revistadas pelas autoridades.

Guzmán pode receber também livros e revistas, segundo a carta do Departamento de Justiça.

Além disso, o Governo apontou que o narcotraficante pode receber uma Bíblia e visitas de um sacerdote de sua fé que trabalhe no serviço de prisões.

Em resposta, o advogado solicitou que Guzmán possa ver um religioso que conheça e que fale seu idioma e não com um estranho.

"El Chapo", que escapou em duas ocasiões de prisões mexicanas, é acusado nos EUA de 17 delitos como líder do cartel de Sinaloa, entre eles tráfico de drogas, uso ilegal de armas e lavagem de dinheiro. EFE

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