Esposa de atirador de Las Vegas estava fora dos Estados Unidos há 15 dias

Manila, 4 out (EFE).- Marilou Danley, esposa do autor do tiroteio que matou 58 pessoas e feriu a mais de 500 em Las Vegas (Estados Unidos) e declarada "pessoa de interesse" para a investigação, estava pelo menos 15 dias fora do país quando ocorreu o massacre, segundo informações das autoridades filipinas passadas nesta quarta-feira à Agência Efe.

A mulher de 62 anos, de origem filipina e nacionalidade australiana, chegou em Manila no dia 15 de setembro, em um voo da Japan Airlines, procedente de Tóquio, segundo a porta-voz do Escritório de Imigração das Filipinas, Antonette Mangrobang.

A partir de então, até o último domingo, quando Stephen Paddock foi o responsável pelo tiroteio mais letal da história moderna dos EUA, Marilou permaneceu nas Filipinas, com exceção de uma viagem curta, de ida e volta, a Hong Kong, segundo o registro de viagens divulgadas pela porta-voz de Imigração.

As autoridades americanas declararam a mulher, que vivia com Paddock, em Mesquite, cerca de 130 quilômetros do lugar do tiroteio, como uma "pessoa de interesse" na investigação do caso, mesmo acreditando ser pouco provável sua participação no massacre.

A mulher partiu de Manila na noite de terça e no mesmo dia, devido ao fuso horário, chegou ao Aeroporto Internacional de Los Angeles, onde foi recebida por agentes do FBI.

Stephen Paddock, de 64 anos, disparou a partir do seu quarto do hotel Mandalay Bay, em Las Vegas (Nevada), contra o público que assistia ao festival de música country, matando 58 pessoas e ferindo mais de 500, antes de se suicidar, por motivos que ainda são uma incógnita.

A emissora "NBC" revelou a existência de uma transferência de US$ 100 mil feita por Paddock, na semana passada, para uma conta nas Filipinas, o país de origem de Marilou Danley e onde ela estava nos últimos dias.

"Por enquanto não podemos confirmar o destinatário da transferência", disse hoje à Efe, em Manila, o porta-voz da Polícia Federal filipina, Nick Suárez.

Ele desmentiu informações da mídia internacional que, citando fontes do seu departamento, disse que a transferência foi feita para uma conta no nome de Marilou Danley.

As autoridades filipinas mostraram disposição em colaborar com os agentes americanos para facilitar os registros de viagem e outros dados sobre a esposa do autor do massacre.

Embora o EI tenha assumido a autoria do tiroteio, o FBI descartou, por enquanto, qualquer vínculo de Paddock com grupos terroristas estrangeiro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que hoje deve se reunir com parentes das vítimas, disse desconhecer algum vínculo do atirador com o EI e o classificou como um "doente" e "insano".

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