Irã e Turquia adotarão medidas "mais fortes" contra o Curdistão

Teerã, 4 out (EFE).- Os presidentes do Irã, Hasan Rohani, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, advertiram nesta quarta-feira que adotarão medidas "mais fortes" contra a região do Curdistão iraquiano para evitar a desintegração do país árabe após o referendo curdo de independência.

Em um comparecimento perante a imprensa em Teerã, Rohani pediu aos dirigentes curdos retificar suas "decisões errôneas", já que de outro modo Irã, Turquia e Iraque "não têm outro remédio que aplicar medidas sérias e necessárias".

Por sua vez, o presidente turco explicou que já foram tomadas ações contra o Curdistão, mas - adiantou - adotarão "a partir de agora medidas mais fortes".

Teerã e Ancara se opuseram desde o princípio à consulta de autodeterminação do Curdistão iraquiano de 25 de setembro, na qual o "sim" ganhou com mais de 92% dos votos.

Além disso, a pedido do Governo central de Bagdá, adotaram uma série de medidas econômicas e de segurança e realizaram manobras militares nas fronteiras com a região autônoma curda.

Teerã, por exemplo, proibiu a importação e exportação de derivados do petróleo com o Curdistão iraquiano e fechou o espaço aéreo aos voos para e desde esta região.

"O aumento das diferenças étnicas e religiosas planejadas pelos nossos inimigos e a desintegração da região não aceitamos de nenhuma maneira", sublinhou Rohani.

O presidente iraniano insistiu que "o Iraque é um só país" e na rejeição a uma "mudança das fronteiras".

Em seu comparecimento perante a imprensa após a reunião com Erdogan, Rohani apontou também que a luta contra o terrorismo é "um dos objetivos importantes" de ambos países, citando como grupos a derrotar tanto o Estado Islâmico como a guerrilha curda da Turquia Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Na mesma linha, Erdogan qualificou o referendo curdo de "ilegítimo" e disse que estes passos só levarão a um maior isolamento dessa região iraquiana.

"Salvo Israel, nenhum outro país apoiou o Curdistão (...). Para nós, as decisões deles são ilegítimas", disse.

Ambos dirigentes acordaram, por isso, fomentar a colaboração entre os seus países com o Governo de Bagdá, o único que reconhecem, para manter a unidade do país árabe.

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