Opaq confirma uso de gás sarin em ataque ocorrido em março na Síria

Nações Unidas, 4 out (EFE).- A Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) confirmou o uso de gás sarin em um ataque na Síria em março, dias antes de a mesma substância química ter sido utilizada para matar mais de 80 pessoas em Khan Sheikhun.

"Ainda estamos esperando pelos detalhes, mas este é um novo elemento muito preocupante", disse o presidente rotativo do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador francês François Delattre.

"Essa última informação sublinha a necessidade absoluta de a Opaq e os mecanismos das Nações Unidas continuarem seu trabalho na Síria", afirmou o diplomata francês.

Delattre disse ser preciso esclarecer o uso de armas químicas no conflito na Síria para identificar os responsáveis por esses "horrendos atos".

As declarações foram dadas antes de uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança para debater o relatório da Opaq.

As últimas informações do órgão, ainda não divulgadas publicamente, apontam para o uso de gás sarin em 30 de março em uma localidade próxima a Khan Sheikhun. O ataque conhecido nessa cidade ocorreu em 4 de abril, deixando 83 mortos e 293 feridos.

Segundo a Comissão de Investigação da ONU para a Síria, o ataque foi realizado pela Força Aérea da Síria. Os especialistas acusam o regime de Bashar al Assad ter usado armas químicas em pelo menos quatro oportunidades entre março e junho deste ano.

O episódio de Khan Sheikhun levou os Estados Unidos a lançar em abril sua primeira ação militar direta contra o regime sírio, disparando mísseis contra a base de onde teriam partido os aviões.

A Opaq, por sua parte, confirmou o uso de gás sarin em Khan Sheikhun, mas não indicou responsáveis por enquanto.

Uma equipe do órgão está trabalhando para determinar a responsabilidade pelos usos de armas químicas na Síria.

O embaixador do Reino Unido na ONU, Matthew Rycroft, considerou que o trabalho dos especialistas é "ainda mais importante" após a revelação. Por esse motivo, pediu que o mandato da equipe seja prorrogado por mais um ano.

Por enquanto, os membros do Conselho de Segurança ainda estão discutindo a continuidade desse mecanismo conjunto Opaq-ONU, cujo trabalho foi muito criticado pela Rússia, um dos principais aliados do governo da Síria.

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