Presidente do Equador nomeia temporariamente novo vice após prisão de Glas

Quito, 4 out (EFE).- O presidente do Equador, Lenín Moreno, nomeou nesta quarta-feira como vice-presidente do país María Alejandra Vicuña, até então ministra de Desenvolvimento Urbano e Moradia, após a prisão preventiva de Jorge Glas, acusado de ter participado do esquema de corrupção da Odebrecht.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral da presidência, Eduardo Mangas. Mais cedo, a Secretaria de Comunicação publicou o decreto 176, no qual afirma que é "indispensável para a estabilidade institucional" que todos os órgãos públicos contem com uma "autoridade que os comande e os represente".

O decreto foi divulgado depois de uma reunião de Moreno com vários advogados da presidência no Palácio de Carondelet, sede do governo, para que eles oferecessem uma solução para a crise.

"Uma pessoa que está presa não pode cumprir com a função de vice-presidente. Com base nisso, pedi à equipe de advogados da presidência que me ajudasse a tomar uma decisão", disse Moreno.

Três horas depois da região, a Secretaria de Comunicação anunciou Vicuña como vice-presidente durante o "período que dure a ausência temporária de Jorge Glas".

Suspeito de associação ilícita no caso Odebrecht, Glas foi detido na segunda-feira, em Quito, depois de a Corte Nacional de Justiça ter decretado sua prisão preventiva. Antes, o juiz responsável pelo caso tinha determinado que o vice-presidente não deixasse o país.

Moreno nomeou Vicuña com base no artigo 150 da Constituição, que prevê que o presidente pode substituir seu vice em caso de ausência temporária.

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