Putin adverte contra "ataque total" para desarmar Coreia do Norte

Moscou, 4 out (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira sobre um possível "ataque total" para desarmar à Coreia do Norte, ao considerar que não há segurança que seja efetiva dado o sigilo do regime.

"Vamos falar claramente. Pode ser lançado um ataque total? Pode. Atingiria o seu objetivo? Não sabemos. Porque ninguém sabe o que existe nem onde. Ninguém sabe 100%. É um país fechado", disse Putin, no fórum Semana Russa da Energia, em Moscou.

Ele destacou que houve um momento em que a Rússia acertou com a Coreia do Norte certos compromissos, como suspender o programa nuclear militar.

"Não era pra ter bloqueado, apenas uma semana depois, as contas bancárias norte-coreanas. Para que provocá-los? Eles saíram definitivamente de todos os acordos e começaram a desenvolver programas nucleares e de mísseis. Agora, o que temos: uma bomba de hidrogênio, em vez de uma atômica e em vez de simples peças de artilharia agora existem mísseis de 2.700 quilômetros de alcance até 5 mil quilômetros. Por acaso esse é o caminho para solucionar o problema? Não. Vemos que acontece tudo ao contrário", disse.

Putin lembrou que o falecido líder norte-coreano Kim Jong-il disse em 2001 que Pyongyang tinha armas nucleares e que podiam alcançar Seul com sistemas simples de artilharia.

"Aqueles que tentam falar com a Coreia do Norte com uma posição de força só reforçam o regime norte-coreano", ponderou.

E ressaltou que o polígono militar onde os norte-coreanos fazem testes nucleares e com mísseis está a 200 quilômetros da fronteira com a Rússia, o que preocupa o Kremlin igual ou mais do que à Casa Branca.

"A retórica de ambas as partes deve diminuir. É preciso encontrar uma via de diálogo direto entre Estados Unidos e Coreia do Norte, e entre eles e os demais países da região. Só assim será possível encontrar uma solução aceitável e equilibrada", defendeu.

Putin condenou as ações da Coreia do Norte dirigidas a violar os acordos contemplados nas resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e garantiu que "praticamente" não há trocas comerciais entre o Executivo em Moscou e o regime de Pyongyang.

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