Ameaças de bomba na Rússia foram obra de 4 russos residentes no exterior

Moscou, 5 out (EFE).- Os avisos de bomba que colocaram em xeque as autoridades russas durante as últimas semanas são obra de quatro russos residentes no exterior, informou nesta quinta-feira o Serviço Federal de Segurança (FSB, antiga KGB).

"Estabelecemos suas identidades. Não foi fácil. Trata-se de cidadãos russos. Isso posso dizer com segurança. São quatro pessoas que se encontram no exterior", comentou Alexander Bortnikov, chefe do FSB, à imprensa local.

Bortnikov acrescentou que vários cúmplices, que contribuíram para realizar avisos de bomba em 50 regiões, o que representou um custo de quase US$ 5 milhões, estão em território russo.

No momento certo, as forças de segurança afirmaram que os responsáveis seriam declarados em busca e apreensão.

Devido a essas ligações, que começaram no início de setembro, milhares de pessoas foram evacuadas de escolas, edifícios oficiais, cinemas, teatros e shoppings desde São Petersburgo a Vladivostok.

O Kremlin qualificou as ameaças como "terrorismo telefônico", embora não tenham sido encontradas bombas em nenhum dos locais evacuados.

Nos primeiros dias, a imprensa apontou como possíveis responsáveis pelas ligações a Ucrânia, o Estado Islâmico (EI) e as próprias autoridades, que estariam realizando manobras antiterroristas, ainda que estas tenham negado categoricamente.

A embaixada dos Estados Unidos em Moscou chegou a recomendar aos seus cidadãos que não visitassem os locais evacuados por ameaças de bomba.

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