Ataque atribuído a dissidentes das Farc mata 4 civis na Colômbia

Bogotá, 5 out (EFE).- Pelo menos quatro civis morreram e outros 14 ficaram feridos nesta quinta-feira em um ataque aparentemente provocado por dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante um protesto de produtores de coca que se opõem à erradicação dos seus cultivos.

O ataque aconteceu no município de Tumaco, no sudoeste do país. Um grupo de homens armados jogou explosivos na direção de policiais que escoltavam um grupo de militares erradicadores de plantações de coca, e a multidão reunida, supostamente, para protestar contra esse trabalho.

Após jogarem pelo menos cinco explosivos, os criminosos "atacaram os manifestantes e as autoridades com tiros indiscriminados de fuzis e metralhadoras", disse o Exército colombiano em comunicado.

"O saldo parcial é de quatro civis mortos e 14 feridos, que foram atendidos inicialmente em um heliporto da região pelas equipes médicas do Exército Nacional e da Polícia Nacional, e posteriormente sete deles foram levados de helicóptero a Tumaco".

Segundo as primeiras informações das autoridades, os agressores, sob as ordens de um homem conhecido como "Guacho", fazem parte de um grupo "residual" da Frente Daniel Aldana das Farc, uma das alas mais temidas da antiga guerrilha.

Aparentemente este grupo faz parte de dissidências das Farc que não aceitam o acordo de paz assinado entre o governo e a agora ex-guerrilha, que se transformou em partido político.

As autoridades apontam que, segundo informações da própria comunidade, "Guacho" não só obriga os camponeses a participar dos protestos contra a erradicação de cultivos, mas também os ataca quando há presença da Polícia ou do Exército para proteger as plantações de coca.

Tumaco, que faz parte do departamento de Nariño, fronteiriço com o Equador, é o município com maior número de hectares de cultivos de coca, segundo o último relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês).

Esse mesmo estudo adverte que estas plantações cresceram 52% em 2016, após a região passar de 96 mil para 146 mil hectares, o que gerou tensões com o governo americano.

O governo colombiano tem um plano de substituição voluntária de plantações com o qual espera eliminar 50 mil hectares de coca em todo o país. Já para os camponeses que se negarem a entrar nesse projeto, foi iniciado um plano de erradicação à força.

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