Atentado em templo sufi no Paquistão mata 18 pessoas no Paquistão

(Atualiza número de mortos e acrescenta detalhes)

Islamabad, 5 out (EFE).- Pelo menos 18 pessoas morreram e 25 ficaram feridas em um atentado suicida a bomba nesta quinta-feira em um templo sufi na província de Baluchistão, no sudoeste do Paquistão, informaram à Agência Efe fontes oficiais.

O agressor suicida explodiu as bombas que levava junto ao corpo ao ser interceptado pela Polícia na entrada do templo Fatehpur Sharif no distrito de Jhal Magsi, disse o porta-voz da região, Mohamed Faisal.

Outro porta-voz, Sanjai Hussain, confirmou o número de mortos e disse que entre eles está um membro das forças de segurança que tentou barrar o suicida.

O porta-voz do governo local, Anwar ul haq Kakar, confirmou o número de vítimas e indicou que no templo havia entre quatro mil e cinco mil pessoas, que comemoravam o aniversário do líder espiritual local.

Kakar disse que o templo estava cheio de pessoas, visto que era a hora da reza, especialmente nas quintas-feiras, quando se reúnem para cantar e orar.

O atentado não foi reivindicado ainda por nenhum grupo terrorista.

O massacre aconteceu horas depois de o diretor do escritório de comunicação militar (ISPR), o general Asif Ghafoor, ressaltar a melhora da segurança no país em uma entrevista coletiva.

O primeiro-ministro paquistanês, Shahid Khaqan Abbasi, condenou o ataque e pediu às autoridades locais o melhor atendimento médico possível para os afetados.

"Os terroristas não têm religião. Não permitiremos que perturbem nossa paz e valores. Serão tratados com toda a força do Estado", declarou o político em um comunicado.

A comunidade sufi foi alvo dos talibãs e extremistas no Paquistão e sofreu frequentes ações contra seus templos, entre eles o ataque suicida que deixou 76 mortos e mais de 200 feridos em Sindh, em fevereiro deste ano.

No dia seguinte, o Exército afirmou que tinha matado mais de cem supostos terroristas como resposta.

O Paquistão realizou uma operação nas zonas tribais em junho de 2014, na qual morreram 3.500 supostos terroristas, segundo dados do Exército não verificados independentemente.

Este ano, o Exército iniciou uma nova intervenção antiterrorista após uma série de atentados e, em meados de julho, começou uma ofensiva em zonas fronteiriças com o Afeganistão contra o Estado Islâmico.

As operações militares ajudaram a reduzir o terrorismo de forma substancial.

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