Rajoy diz que unidade da Espanha não pode ser objeto de nenhuma mediação

Madri, 5 out (EFE).- O presidente do Governo da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou nesta quinta-feira que a unidade do país não pode "ser objeto de nenhuma mediação nem de nenhuma negociação", destacando que o "primeiro diálogo" que o Executivo da região da Catalunha deve recuperar é no Parlamento local e com a sociedade catalã a qual "dividiu".

Em entrevista à Agência Efe, Rajoy respondeu assim ao ser perguntado pelas diferentes ofertas de mediação planejadas nestes dias, após o referendo separatista do dia 1 de outubro, considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional (TC) do país.

"Este não é um problema de mediação", disse o chefe do Executivo antes de apontar que foram muitas as pessoas que se ofereceram para esse trabalho, "muitas com boa vontade".

Para Rajoy, trata-se de "cumprir a lei". "E a partir daí viveríamos em uma situação de normalidade. Poderíamos falar, poderíamos dialogar, poderíamos fazer acordo, no Parlamento ou fora do Parlamento ".

"Aqui do que se trata fundamentalmente é de voltar à normalidade e voltar a uma situação de legalidade, e isso só pode ser feito por quem violou a lei e quem estabeleceu uma situação destas características", declarou Rajoy.

O presidente do Governo espanhol destacou que o "primeiro diálogo" que deve-se recuperar é no Parlamento da Catalunha.

"Foi lá que o presidente regional, Carles Puigdemont, não deixou os deputados opinarem nas sessões dos dias 6 e 7 de setembro quando, em três horas, com uma mínima maioria e sem ter competência para fazê-lo, liquidou a Constituição e o Estatuto de Autonomia catalã, ao aprovar a Lei de Transitoriedade", declarou o presidente do Governo.

Rajoy insistiu em que ele sempre foi partidário do diálogo, mas não "para descumprir a lei ou liquidar a unidade nacional".

Rajoy separou a situação na Catalunha da aprovação dos orçamentos gerais para 2018 e assegurou que "em breve" o Executivo apresentará o projeto de lei com as contas do Estado, que a princípio tinha previsto levar ao Congresso antes do final de setembro.

Além disso, Rajoy disse que espera ter apoio suficiente para aprová-lo a fim de consolidar a recuperação e fazer com que o emprego, que está crescendo na Espanha, caminhe no mesmo ritmo durante os próximos anos, chegando a 20 milhões de espanhóis trabalhando em 2020.

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