Chefe da Polícia catalã fica em liberdade após prestar depoimento por sedição

Madri, 6 out (EFE).- O chefe da polícia da região da Catalunha (Mossos d'Esquadra), Joseph Lluis Trapero, deixou nesta sexta-feira a Audiência Nacional espanhola após prestar depoimento de cerca de uma hora como investigado por um delito de sedição em relação ao assédio a agentes da Guarda Civil em Barcelona no dia 20 de setembro.

No marco dos preparativos do referendo que aconteceu na Catalunha em 1 de outubro, a Justiça ordenou uma série de revistas e detenções de altos cargos da administração regional em 20 de setembro.

Perante a Secretaria de Economia, se reuniram durante horas milhares de pessoas que protestaram contra a operação judicial que era feita pelos agentes da Guarda Civil, com insultos e quebra-quebra dos veículos das forças de segurança.

A Audiência Nacional exigiu a presença de Trapero e de dois líderes de associações independentistas para investigá-los por uma suposta sedição.

Antes do comparecimento, fontes dos Mossos tinham assegurado que o chefe policial catalão ia contribuir com as informações que tinha sobre as atuações de seus agentes em 20 de setembro e na madrugada do dia 21.

Antes de Trapero prestar depoimento, outro alto cargo dos Mossos, Teresa Laplana, prestou depoimento por videoconferência também como investigada por sedição.

O delito de sedição é punido pelo Código Penal espanhol com penas de entre 8 e 15 anos de prisão.

A Guarda Civil fez um relatório no qual assegura que houve até seis pedidos de ajuda aos Mossos em relação aos incidentes.

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