Cristina diz que "dívida brutal" criada por Macri levará Argentina a crise

Buenos Aires, 6 out (EFE).- A ex-presidente da Argentina e atual candidata ao Senado, Cristina Kirchner, afirmou nesta sexta-feira que o governo de seu sucessor, Mauricio Macri, está ampliando a dívida do país de forma "brutal e perigosa" e alertou que essa situação vai provocar uma crise em um futuro "muito distante".

Em um ato eleitoral na cidade de San Francisco Solano, na província de Buenos Aires, a ex-presidente, a primeira na lista do Senado no Unidade Cidadã, afirmou que Macri fez uma dívida de mais de US$ 100 bilhões desde que assumiu o poder em dezembro de 2015.

"Nós não devíamos, pagávamos a dívida e os senhores tinham trabalho e medicamentos. E agora eles estão devendo US$ 100 bilhões e os senhores não têm nada", disse Cristina diante de centenas de simpatizantes, faltando 16 dias para as eleições legislativas que renovarão parte da Câmara dos Deputados e do Senado.

"Quando vi a Argentina como o primeiro país em matéria de dívida, os que mais devem, mais de US$ 100 bilhões, onde estão?", criticou.

Para a ex-presidente, os argentinos têm que saber que o país está aumentando sua dívida de uma maneira "brutal e perigosa", algo que, segundo Cristina, provocará uma crise no futuro próximo.

"Precisamos colocar a sociedade no centro da política de Estado. O governo colocou o Estado em benefício de seus sócios e das empresas", disse a ex-presidente no comício.

"Está aqui a voz dos que pedem que ninguém lhes presenteie nada. Só pedem trabalho. É o que o país está pedindo. Que os salários voltem a estar mais altos que a inflação. Que alguém controle ou estabeleça um programa de preços para alimentos e remédios", completou Cristina.

A ex-presidente, que venceu as primárias do último dia 13 de agosto na província de Buenos Aires com uma vantagem de apenas 0,21% para o candidato governista, também criticou os aumentos nas contas de luz, água e gás promovidos por Macri.

"É imprescindível por um freio e revisar o aumento tarifário. As pessoas exigem simplesmente trabalho, alimentos e remédios. Como foi que retrocedemos tanto?", questionou a ex-presidente.

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