EUA executam homem condenado por um duplo assassinato há 34 anos

Miami (EUA), 6 out (EFE).- O estado da Flórida (Estados Unidos) executou, na quinta-feira, Michael Ray Lambrix, de 57 anos, que foi condenado a morte pelo duplo assassinato ocorrido em 1983, em uma zona rural do centro do estado, após uma noite de álcool.

Lambrix, declarado morto às 22h10 (horário local, 23h10 de Brasília), recebeu na Prisão Estatal da Flórida, no norte do estado, uma injeção letal pelos assassinatos de Clarence Moore e Aleisha Bryant, a quem ele conheceu à noite em um bar a noite e as convidou para seu motorhome.

O executado teve como última refeição o cardápio típico da comemoração de novembro de Ação de Graças nos Estados Unidos, composto por peru assado, purê de batatas e feijão verde.

Pouco antes, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos negou um pedido de suspensão da execução, feito por seus advogados, em uma breve declaração em que não indicou os motivos da recusa.

Lambrix foi condenado pelas mortes de Moore e Bryant durante uma longa noite de álcool, onde acabou com a vida da primeira vítima com uma barra de metal e depois chutou na cabeça e estrangulou Aleisha, enterrando as vítimas em seguida, de acordo com a acusação.

O homem, que passou 33 anos no corredor da morte, defendeu sua inocência esta semana durante um encontro com jornalistas, onde deu sua versão dos fatos, onde disse ter matado Clarence Moore em sua própria defesa, depois dele ter assassinado Bryant.

Considerou, nesse sentido, que sua execução seria "um assassinato a sangue frio".

Acompanhando a solicitação feita pelo seu advogado, William Hennisen, o condenado enviou um manuscrito ao Supremo Tribunal dos EUA, onde tentou evitar que lhe aplicassem a injeção letal.

Com uma execução inicialmente prevista para fevereiro deste ano, o preso se converteu no segundo, após a execução em agosto, de Mark James Asay, também por assassinato, a receber a injeção letal após o limbo legal em que permaneceu a Flórida.

Em janeiro de 2016, o Supremo Tribunal dos EUA qualificou de "inconstitucional" a forma como a Flórida decidia as penas capitais, decisão que obrigou ao estado a mudar o processo e agora a pena se decide por "unanimidade" do jurado, não por maioria simples.

A Flórida, juntamente com Alabama e Delaware, era um dos poucos estados que não exigia um veredicto unânime do juri para condenar uma pessoa à morte.

Com a execução desta quinta, somam 94 os condenados a morte na Flórida que foram executados desde 1976. Atualmente, outras 400 pessoas, quatro delas mulheres, esperam no corredor da morte sua execução mediante injeção letal.

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