EUA suspendem sanções econômicas impostas ao Sudão desde 1997

Washington, 6 out (EFE).- Os Estados Unidos decidiram nesta sexta-feira suspender o pacote de sanções econômicas imposto ao Sudão há 20 anos devido à "ação positiva" do governo local, que representa o fim das hostilidades em algumas regiões do país e a melhora da situação humanitária, informou o governo americano.

"Hoje os EUA decidiram revogar as sanções econômicas relativas ao Sudão (...), em reconhecimento às ações positivas para manter a cessação das hostilidades em áreas de conflito e melhorar o acesso humanitário no Sudão", apontou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, em um comunicado.

O presidente americano, Donald Trump, anunciou em julho que teria um prazo de três meses para uma decisão definitiva, após o ex-presidente Barack Obama (2009-2017) anunciar a suspensão temporária de algumas das sanções.

Em agosto, o ministro das Relações Exteriores sudanês, Ibrahim Ghandour, disse que seu país pretendia recuperar as relações bilaterais com Washington, congeladas desde 1997, quando o então presidente Bill Clinton (1993-2001) incluiu o Sudão na lista de nações patrocinadoras do terrorismo.

Em 2006, o pacote de sanções foi ampliado por conta da onda de violência registrada na região de Darfur.

Trump já tinha dado a entender que poderia acabar com as sanções quando, no último dia 25 de setembro, optou por tirar o Sudão da polêmica lista de países de maioria muçulmana aos quais tinha imposto um veto migratório poucos dias após tomar posse.

Apesar do fim das sanções, a porta-voz do departamento de Estado americano não hesitou em apontar que "muitos avanços ainda são necessários" para que o Sudão coopere de maneira "plena e sustentável" com os EUA.

Nesta lista de tarefas, Heather fez referência à necessidade de o governo sudanês "expandir o acesso humanitário", melhorar suas "práticas" em relação aos direitos humanos e à liberdade religiosa e mostrar seu compromisso com a aplicação das sanções da ONU sobre a Coreia do Norte.

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