Governo lamenta feridos na Catalunha, mas diz que número não é real

Madri, 6 out (EFE).- O porta-voz do Executivo espanhol, Íñigo Méndez de Vigo, lamentou nesta sexta-feira os feridos de domingo passado no referendo da Catalunha, mas disse que acredita que o número informado pelas autoridades da região, cerca de 900 pessoas, não é real.

"Saber que pessoas sofreram com essas consequências é algo que todos lamentamos", disse ele, que, depois de mencionar os números de feridos apresentados pela Generalitat, disse que eles parecem não se aproximar da realidade.

"O importante é que só tem uma pessoa hospitalizada e todos temos que comemorar isso", afirmou.

No domingo passado, por causa do referendo independentista convocado pelo gabinete regional catalão e suspenso pela Justiça da Espanha foram registrados incidentes de vários níveis nas ações da Polícia e da Guarda Civil para recolher as urnas e cédulas.

O governo catalão informou que 893 pessoas foram atendidas pelos serviços médicos por ferimentos, contusões, e ataques nervosos. O Ministério do Interior, por sua vez, informou foram 431 os polícias e guardas civis feridos durante a intervenção em diferentes pontos da Catalunha.



Os dois feridos graves foram uma pessoa que sofreu um infarto e outra atingida por bola de borracha no olho e que poderia perder a visão.

Hoje, o porta-voz do Executivo voltou a dizer que a Polícia e a Guarda Civil atuaram no dia 1º para coibir a consulta e não "contra as pessoas".

Vigo lembrou que os agentes atuaram por ordem do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha e que tiveram que fazer isso porque tinham que impedir a realização do referendo, pois os Mossos d'Esquadra não fizeram o trabalho.

Por sua vez, o representante do governo espanhol na Catalunha, Enric Millo, respaldou a atuação policial de domingo, mas pediu desculpas pelo que aconteceu

"Quando vi as imagens, e sei que há pessoas que receberam golpes, empurrões e tem uma hospitalizada, só posso pedir desculpas", disse.

As autoridades catalãs tinham habilitado 2.315 colégios eleitorais e as forças policiais entraram em 230. Em 30 deles foram registrados conflitos, segundo Millo. As imagens dos distúrbios em vários pontos da Catalunha circularam por todo o mundo.

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