Investigação de chefe Polícia catalã por sedição no referendo é ampliada

Madri, 6 out (EFE).- O Ministério Público da Espanha decidiu nesta sexta-feira estender a investigação por sedição do chefe da Polícia da Catalunha, Josep Lluis Trapero, depois de receber novas informações da Guarda civil sobre o que ocorreu no último domingo, dia do referendo independentista.

O órgão também continuará investigando os presidentes das duas associações mais importantes do movimento, Jordi Sánchez (Assembleia Nacional Catalã - ANC), e Jordi Ciuxart (Omnium Cultural), além da intendente da Polícia catalã Teresa Laplana.

De acordo com fontes da Justiça, hoje, os quatro prestaram depoimento na Audiência Nacional espanhola sobre o assédio sofrido pela Guarda Civil durante uma ação para impedir a realização do referendo independentista na Secretaria de Economia catalã. Todos foram liberados sem acusações, mas Trapero poderia ser chamado novamente no dia 16.

Perante a apresentação do novo atestado, o órgão optou por não pedir medidas cautelares para nenhum dos quatro, por considerar que a audiência de hoje foi "inconclusiva".

O Ministério Público solicitou à juíza à frente do caso, Carmen Lamela, que fixe a nova data "com a maior brevidade possível" para dar seguimento ao depoimento. Após esse novo comparecimento a adoção de medidas cautelares poderia ser requisitada.

Em nota à imprensa, o órgão afirmou considerar este relatório policial "transcendente para determinar em toda a sua dimensão o alcance da imputação" por sedição.

O comandante da Polícia catalã afirmou que a sua atuação perante o cerco da Secretaria de Economia foi "correta e necessária" e disse que não foi avisado "com suficiente antecedência".

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