Milhares de imigrantes pedem renovação do DACA após Trump anunciar seu fim

Washington, 6 out (EFE).- Aproximadamente 64 mil jovens imigrantes, conhecidos como "sonhadores" ('dreamers', em inglês), apresentaram solicitações para renovar suas inscrições no programa de alívio migratório DACA desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o seu fim em 5 de setembro, informou nesta sexta-feira à Agência Efe um porta-voz do governo americano.

O prazo para renovar a inscrição no programa migratório acaba à meia-noite (horário local) de hoje, por isso os números ainda são provisórios devido ao volume de solicitações recebidas nos últimos dias, disse à Efe um porta-voz do Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS, sigla em inglês), encarregado da gestão do DACA.

Em 5 de setembro, Trump anunciou o fim do programa de Ação Diferida para os Chegados na Infância (DACA, sigla em inglês), mas deu ao Congresso seis meses, até 5 de março de 2018, para esclarecer a situação dos jovens sem documentos que chegaram crianças aos Estados Unidos.

No total, o plano DACA, proclamado em 2012 pelo então presidente Barack Obama, beneficiou 800 mil jovens, um número que foi caindo e atualmente está em 690 mil "sonhadores", que ainda têm permissão para trabalhar temporariamente e não podem ser deportados, segundo dados do USCIS.

Nesta ocasião, só podem renovar suas inscrições os "sonhadores" com uma permissão que venceria entre 5 de setembro e 5 de março de 2018.

Esses "sonhadores" que acabam de renovar suas inscrições no DACA estarão protegidos até 2019, mesmo que o Congresso não aprove nenhum tipo de lei migratória.

A partir daí, no entanto, esses jovens terão que deixar o país ou se transformarão em imigrantes irregulares, pois o DACA não concede nenhum status permanente e tem um limite de dois anos.

A bola agora está com o Congresso, que se encontra dividido em linhas partidárias, pois os democratas querem aprovar uma lei que sirva apenas para conceder residência aos "sonhadores", enquanto que a maioria dos republicanos condicionam sua ajuda à obtenção de fundos para reforçar a segurança fronteiriça.

Entre as propostas legislativas que estão sendo debatidas no Congresso está o "Dream Act", uma lei que conta com o apoio de legisladores de ambos os partidos e que poderia beneficiar 3,4 milhões de pessoas, segundo cálculos do Instituto de Política Migratória, um grupo progressista.

O Congresso planejou, pela primeira vez, a situação dos "sonhadores" em 2001 com o "Dream Act" e, em 2013, esteve perto de regularizar sua situação através de uma reforma migratória, que acabou bloqueada no Congresso e teria beneficiado boa parte dos 11 milhões de imigrantes irregulares que vivem no país.

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