Ministros saem em defesa de May após complô de deputados para derrubá-la

Londres, 6 out (EFE).- Vários ministros do governo da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, saíram nesta sexta-feira em defesa da líder do Partido Conservador depois de uma cerca de 30 deputados 'tories' terem tentado tirá-la do cargo.

O ministro de Meio Ambiente, Michael Gove, afirmou à "BBC" que May é uma "líder fantástica", tem o apoio do gabinete e deveria ficar no cargo por quanto tempo quiser.

"A maioria dos deputados e todo o gabinete a apoia", afirmou Gove, que, após a vitória do "Brexit" no referendo de junho de 2016, competiu com May pela liderança do Partido Conservador.

"Foi uma excelente primeira-ministra e espero que ela continue no cargo por muitos anos", afirmou.

Em um artigo publicado no "The Daily Telegraph", a ministra de Interior, Amber Rudd, pediu que May siga no comando do governo. O pedido foi reforçado pelo primeiro-secretário de Estado, Damian Green, que disse que a premiê está "decidida a terminar seu trabalho", o que considera como um "dever".

Já o deputado conservador Nigel Evans disse que os deputados conspiradores deveriam se calar. Os 30 parlamentares não conseguiram reunir as 48 assinaturas necessárias para abrir uma moção de confiança contra May dentro do partido.

"Ninguém quer eleições antecipadas", indicou Evans à "BBC", sugerindo que um novo pleito poderia beneficiar o principal líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn.

Após a revelação de que o líder do complô "tory" era o ex-presidente honorário do partido Grant Shapps, May afirmou que mantém o "pleno apoio" do gabinete e indicou que quer contribuir com uma liderança serena.

A primeira-ministra fez as declarações depois que Shapps confessou à "BBC" que lidera a rebelião. Segundo ele, 30 deputados conservadores querem a saída de May ao julgar que ela carece de autoridade necessária após ter perdido a maioria absoluta do parlamento nas eleições antecipadas de 8 de junho.

Shapps disse que May é uma "pessoa honrada", mas que errou ao convocar as eleições antecipadas. No entanto, é difícil que a iniciativa prospere, já que seriam necessários 48 deputados para abrir uma moção de confiança contra a primeira-ministra.

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