Número de mortos pela passagem da tempestade Nate na Costa Rica sobe para 9

San José, 6 out (EFE).- As autoridades da Costa Rica elevaram nesta sexta-feira para nove o número de mortos pela passagem da tempestade tropical Nate no país, enquanto outras 25 pessoas seguem desaparecidas.

A última vítima registrada é Daniel Mejía Quesada, de 59 anos, que caiu em um rio em Hojancha, na província de Guanacaste, depois de tentar cruzar em um quadriciclo uma rua inundada.

O subdiretor do Órgão de Investigação Judicial, Michael Soto, disse em entrevista coletiva que, até o momento, 25 pessoas estão desaparecidas. O número, porém, pode mudar.

"Muitos são sem contato com os familiares, mas levamos isso com seriedade e tentamos corroborar se é só um problema de comunicação ou se é uma pessoa que infelizmente faleceu", explicou Soto.

Segundo dados oficiais, a tempestade deixou 500 mil pessoas sem abastecimento de água potável e 18,5 mil sem energia. No total, 215 pontos de estradas foram afetados por deslizamentos, quedas de árvores, danos em pontes ou no pavimento.

O Ministério de Obras Públicas e Transporte indicou em relatório que há nove rodovias fechadas, que impedem o acesso a Guanacaste, Pérez Zeledón, Monteverde e San José.

"Devido ao tamanho do evento há uma grande quantidade de locais isolados. Há destruição total de pontes, deslizamentos que destruíram partes importantes das estradas ou as bloquearam", disse em entrevista o presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solís.

"Temos pessoas em veículos que ficaram presos, que estão bem de saúde, mas não puderam ser retiradas porque não há condições na região", completou o presidente.

A Cruz Vermelha trabalha para resgatar entre 40 e 60 pessoas que estão há quase dois dias em veículos e ônibus presos em um trecho de da estrada que corta o Cerro de La Muerte (Morro da Morte, em português, a 3.335 metros acima do nível do mar.

A rodovia foi afetada por deslizamentos nas duas direções.

As autoridades já iniciaram a entrega, por via terrestre e aérea, de mantimentos, medicamentos e oxigênio. Máquinas pesadas tentam abrir a passagem bloqueada na região.

A Comissão Nacional de Emergências (CNE) indicou que há 7 mil desabrigados. Foram habilitados 95 albergues para receber as pessoas que foram obrigadas a deixar suas casas.

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