ONU destaca progresso das Farc ao desmobilizar menores e pede avanços ao ELN

Nações Unidas, 6 out (EFE).- A ONU destacou nesta sexta-feira os progressos na desmobilização de menores conseguidos pelas Farc no marco do acordo de paz na Colômbia e exigiu de outros grupos, como o Exército de Liberdade Nacional (ELN), medidas na mesma direção.

As duas guerrilhas colombianas aparecem na última "lista negra" de partes de conflitos de todo o mundo que violam os direitos das crianças, apresentada hoje pelas Nações Unidas, que acusa ambas de recrutar ou utilizar menores durante 2016.

No caso das Farc, no entanto, a ONU reconhece seus esforços para melhorar a proteção dos menores e a coloca em um patamar diferente dentro dessa lista.

O relatório destaca que o número de casos de recrutamento infantil diminuiu desde que as Farc se comprometeram durante as negociações de paz a acabar com essa prática.

A ONU aprova a desmobilização de menores que faziam parte da guerrilha e as disposições para proteger as crianças incluídas no acordo de paz com o Governo.

Em uma entrevista coletiva, a representante especial para as crianças e os conflitos armados, a argentina Virginia Gamba, disse hoje que as Farc estão trabalhando "na direção adequada" e estão demonstrando o seu compromisso.

Virginia lembrou que o relatório se refere ao ano de 2016 e, embora reconheça que ainda há problemas, disse que a ONU está trabalhando com o grupo para continuar melhorando a proteção dos menores.

Enquanto isso, o ELN aparece na lista "negra" como uma das organizações "que não colocaram em prática medidas no período do relatório para melhorar a proteção das crianças".

No texto, a ONU expressa a sua preocupação pelo recrutamento e o uso de meninos, meninas e adolescentes por grupos armados na Colômbia, em particular o ELN, e pede o fim de tais práticas.

"Apesar a diminuição da intensidade do conflito e da retirada das Farc, a presença de grupos armados não estatais como o ELN e grupos pós-desmobilização, bem como de dissidentes das Farc, seguiram causando problemas em matéria de proteção infantil", aponta o documento.

O relatório é referente ao ano passado e foi preparado antes de o ELN e o Governo colombiano anunciarem em setembro deste ano um cessar-fogo bilateral.

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