Polícia do Quênia investiga líderes opositores por ameaças de boicote

Nairóbi, 6 out (EFE).- A polícia do Quênia abrirá, a pedido da Procuradoria-Geral do Estado, uma investigação sobre a ameaça de boicote às eleições do próximo dia 26 de outubro por parte dos líderes do principal partido opositor, informou nesta sexta-feira a imprensa local.

Os candidatos da Super Aliança Nacional (Nasa) à presidência e vice-presidência, Raila Odinga e Kalonzo Musyoka, respectivamente, serão investigados após um processo aberto na Procuradoria pelo advogado Harrison Kinyanjui.

A investigação foi pedida no dia 2 de outubro, embora a informação não tenha sido divulgada até hoje, e se espera que seus resultados sejam apresentados ao procurador antes da realização das eleições, já que a polícia tem um prazo de 21 dias para completá-la.

Kinyanjui solicitou que Odinga Musyoka fossem investigados, detidos e processados por declararem constantemente que as eleições não serão realizadas a menos que a Comissão Eleitoral aceite seus requisitos, alegando que isso infringe a Lei de Crimes Eleitorais e o Código Penal.

A Nasa afirmou reiteradamente que, ainda que esteja pronta "para ir às eleições", não o fará se as "mínimas condições" não forem cumpridas.

Entre os seus requisitos, destaca-se uma reforma da Comissão Eleitoral, que foi apontada pelo Tribunal Supremo como responsável pelas irregularidades cometidas nas já canceladas eleições de 8 de agosto.

Após a anulação das eleições, a Procuradoria já pediu várias investigações, inclusive de alguns diretores da Comissão - entre eles seu chefe, Ezra Chiloba -, líderes políticos da Nasa e funcionários da telefônica Safaricom acusados de interferir na transmissão de resultados.

Para as eleições presidenciais, que serão repetidas em 26 de outubro, o Supremo pediu que a votação seja organizada "com estrita conformidade à Constituição", após constatar irregularidades no processo eleitoral de agosto, que teve como resultado a reeleição do atual presidente, Uhuru Kenyatta.

Uma das principais irregularidades reveladas pelo Supremo foi a Comissão Eleitoral anunciar a vitória do chefe de Estado quando ainda faltavam mais de 10 mil cédulas - de um total de 40.883 - para computar na contagem total.

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