Rússia e Cazaquistão pedem novos países nas negociações de Astana

Astana, 6 out (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão, Kairat Abdrakhmanov, e seu homólogo russo, Sergei Lavrov, em visita oficial ao país asiático, defenderam nesta sexta-feira o aumento do número de países observadores na próxima rodada de conversações sobre a paz na Síria no marco da reunião Astana-7.

"Seria útil aumentar o número de países observadores, mas isso requer um acordo entre todos os países que iniciaram este processo. Inclusive sem a participação formal no processo de Astana, (a presença de) alguns Estados realmente contribuiria para o seu sucesso", disse Lavrov durante uma entrevista coletiva conjunta na capital cazaque.

A sétima rodada de negociações sobre o conflito sírio pode acontecer com a participação de China, Emirados Árabes Unidos, Egito e Líbano como países observadores.

Além disso, o ministro russo apontou que a Arábia Saudita e o Egito estão tentando reunir diversos grupos de oposição ao regime de Bachar al-Assad, e afirmou que a ambos os países desempenham um importante papel na realização de um possível acordo sobre as zonas de segurança da Síria.

Por sua vez, o chanceler cazaque destacou a importância que tem para a oposição armada síria a liberdade de reféns e o interesse da comunidade internacional na retirada de minas terrestres de monumentos históricos no país árabe.

"A oposição armada síria espera que os Estados fiadores do cessar-fogo resolvam a questão da liberdade de prisioneiros e reféns no marco da próxima rodada de conversações em Astana", disse Abdrakhmanov.

A capital cazaque já sediou seis reuniões sobre o conflito sírio. Até o momento, o principal resultado foi a assinatura por parte dos Estados fiadores de um memorando em maio deste ano que estabelece quatro zonas seguras na Síria.

Este acordo pretende proteger a população civil e rebaixar a tensão entre os rebeldes e as forças governamentais.

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