EUA não cogitam tirar Sudão da lista de patrocinadores do terrorismo

Cartum, 7 out (EFE).- O encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos em Cartum, Steven Koutsis, disse neste sábado que não há circunstâncias oportunas para dialogar com as autoridades sudanesas sobre a retirada do Sudão da lista de países patrocinadores do terrorismo.

As declarações de Koutsis foram feitas no dia seguinte do anúncio da suspensão das sanções econômicas impostas ao Sudão desde 1997 pelos Estados Unidos, quando o regime do presidente sudanês, Omar Hasan al-Bashir, foi acusado de apoiar o terrorismo internacional e de não respeitar os direitos humanos.

Em uma coletiva de imprensa, Koutsis disse que "ambas as partes desejam abordar estes assuntos", mas precisou que Washington deve assegurar que "as circunstâncias são oportunas para debater a retirada do Sudão da lista".

"O Governo sudanês conhece perfeitamente o que deve fazer para sair da lista, e esperamos que as condições aconteçam", acrescentou.

O encarregado de negócios esclareceu que nas conversas para a suspensão das sanções não foi abordada a retirada do Sudão da mencionada lista

O fim do bloqueio econômico foi celebrado hoje pelo titular de Relações Exteriores sudanês, Ibrahim Gandur, que assegurou que Cartum "quer construir relações naturais com os EUA que podem continuar se desenvolvendo", ainda que tenha dito que "isto requer tirar o Sudão da lista de países patrocinadores do terrorismo".

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