Barco com refugiados afunda em Bangladesh, deixando mortos e desparecidos

Daca, 8 out (EFE).- Pelo menos duas pessoas morreram, oito foram resgatadas e dezenas estão desaparecidas depois que um barco com refugiados da etnia rohingya naufragou neste domingo no rio Naf, que serve de fronteira natural entre Bangladesh e Mianmar, informaram fontes das forças de segurança bengalesas.

O oficial encarregado da polícia de Teknaf, no sudeste de Bangladesh, Mosel Uddin, disse à Agência Efe que, até o momento, oito pessoas foram resgatadas com vida, dois corpos foram recuperados e pelo menos 20 pessoas estão desaparecidas.

Shariful Islam, subcomandante da guarda fronteiriça de Bangladesh na região de Teknaf confirmou para a Efe as duas mortes e os oito resgatados, mas disse que têm informações de que 80 pessoas estavam no interior da embarcação no momento do afundamento.

O oficial de operações da guarda costeira em Chittagong, no sudeste de Bangladesh, Alauddin Nayan, explicou à Efe que um sobrevivente foi encontrado no mar e contou que cerca de 100 pessoas viajavam no bote, e as autoridades estão tentando verificar essa informação.

De acordo com as primeiras informações, o bote afundou por volta das 22h locais (13h em Brasília) na região de Galar Char, perto da praia de Shah Parir Dwip, no rio.

A ONU elevou hoje para 519 mil o número de rohingyas que chegaram a Bangladesh fugindo da violência em Mianmar desde 25 de agosto, quando começou a crise, após um ataque de um grupo insurgente desta comunidade muçulmana contra instalações policiais e militares no estado de Rakhine, uma ação que foi respondida pelo exército birmanês com uma campanha que segue em andamento.

De acordo com testemunhas e organizações de direitos humanos, o exército de Mianmar arrasou aldeias inteiras incendiando-as e matou um número indeterminado de civis, que foram alvejados pelos soldados quando fugiam dessas localidades.

O governo birmanês assegura que a violência foi originada por "terroristas rohingyas", mas o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU qualificou a operação militar como "limpeza étnica de manual".

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