Colômbia espera que policiais sejam suspensos por morte de civis

Bogotá, 8 out (EFE).- O vice-presidente da Colômbia, Óscar Naranjo, assegurou neste domingo que o governo nacional espera a suspensão dos policiais supostamente envolvidos na morte de seis civis que participavam de um protesto contra a erradicação de plantações ilegais de coca enquanto a investigação do caso avança.

"Em termos disciplinares, é esperado que a própria instituição suspenda os policiais para dar garantias plenas enquanto a Justiça chega a uma conclusão plena em matéria de responsabilidade", disse Naranjo em Tumaco, município do sudoeste da Colômbia onde ocorreram os fatos em 5 de outubro.

Segundo o Exército Nacional e a polícia, dissidentes das Farc lançaram explosivos e atiraram contra membros da polícia que escoltavam erradicadores de plantações de coca em uma área chamada Puerto Rico, e contra uma multidão reunida nessa localidade para protestar contra esse trabalho, o que ocasionou as seis mortes.

O tema gerou controvérsia pois o movimento de esquerda Marcha Patriótica culpou a polícia pelo ataque e disse que agentes dessa instituição "ameaçaram e atiraram de forma indiscriminada contra a multidão que se encontrava no local".

O general reformado Óscar Naranjo, que foi diretor da Polícia Nacional, detalhou que "a Justiça tem a última palavra. O governo quer dar garantias plenas à Justiça e não está amarrado a nenhuma versão. Nesse sentido, as dúvidas deste caso com relação à participação da polícia devem ser esclarecidas".

Por isso, o vice-presidente pediu à promotoria e à Procuradoria Geral que agilizem as investigações penais e disciplinares para esclarecer a responsabilidade do ocorrido.

Testemunhas ouvidas pela Defensoria Pública da Colômbia no sudoeste do país depois do assassinato dos seis civis apontaram os agentes da Polícia Antinarcóticos como supostos responsáveis pelo ocorrido, informou hoje a entidade.

"Diante da suposta responsabilidade de integrantes da polícia nos homicídios ocorridos em Tumaco, a Defensoria Pública solicita ao promotor e ao procurador-geral uma investigação especial", indicou o órgão judicial em comunicado.

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