Governo colombiano pede explicações à Polícia por atacar ONG e imprensa

Bogotá, 8 out (EFE).- O vice-presidente da Colômbia, Óscar Naranjo, pediu neste domingo explicações à Polícia Nacional pelo ataque a uma missão humanitária e de jornalistas que tentavam chegar à região de Tumaco, no sudoeste do país, onde na semana passada foram assassinados seis camponeses cocaleiros.

A missão humanitária composta por várias ONG e jornalistas foi intimidada com disparos para ar e granadas, assegurou a iniciativa Comunidades Construindo Paz nos Territorios (Conpaz).

"A informação que tenho é que a missão humanitária já se encontra sã e salva", esclareceu o vice-presidente.

A Conpaz denunciou na sua conta do Twitter que a missão humanitária foi "atacada com tiros para o ar e granadas" e que "apesar de seus integrantes gritarem que eram civis, os policiais continuaram".

A ONG detalhou que "o ataque ocorreu às 14h20 horário local quando a missão se aproximava do lugar do massacre cometido pela Polícia na jurisdição de Tumaco".

A Polícia da Colômbia "lamentou" em comunicado a intimidação à missão humanitária de autoridades locais, ONGs e jornalistas

No comunicado, a Polícia afirmou que a missão humanitária "queria entrar na base para verificar supostos fatos relacionados aos lamentáveis fatos da quinta-feira passada".

"Um grupo indeterminado de pessoas tentou entrar à força pela parte de trás da base, circunstância que fez com que os soldados ativassem duas granadas de atordoamento, que não deixaram feridos", acrescentou o comunicado.

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