Menina síria morta em campo de Lesbos foi supostamente vítima de arma química

Atenas, 9 out (EFE).- A autópsia realizada no corpo menina síria de cinco anos que morreu no domingo no acampamento de refugiados de Moria, na ilha grega de Lesbos, aponta como causa da morte os ferimentos sofridos por um ataque com armas químicas.

O primeiro exame forense praticado nesta segunda-feira não permitiu ainda chegar a uma conclusão definitiva sobre as causas da morte, segundo informações da agência grega de notícias "AMNA".

Os médicos, no entanto, detectaram que a menina sofria de atrofia cerebral e apresentava no couro cabeludo uma queimadura já curada, o que alimenta a hipótese de vítima de um ataque com armas químicas.

Os doutores solicitaram um exame do cérebro com a esperança de poder obter clareza definitiva sobre as causas do falecimento.

A princípio, pensava-se que a menina, que chegou na terça-feira passada a Lesbos junto aos pais e cinco irmãos desde a Turquia, sofria de uma grave doença.

A primeira informação da imprensa local no domingo apontava que os pais tinha deixado a Síria na esperança de encontrar um tratamento para a filha na Europa.

A menina morreu no domingo de manhã no acampamento de Moria.

A família tinha chegado a Lesbos em um dos botes que atracam diariamente na ilha.

O aumento de chegadas nos últimos meses provocou novos problemas de superlotação nos campos de refugiados destas ilhas, sobretudo em Lesbos, onde cerca de 6 mil pessoas se amontoam em dois acampamentos com capacidade para a metade.

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