Santos lamenta ataque de Polícia a missão humanitária e pede responsabilidade

Bogotá, 9 out (EFE). - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, qualificou nesta segunda-feira de "lamentável" os tiros que membros da Polícia dispararam ontem contra uma missão humanitária que tentava chegar ao departamento de Nariño, onde seis agricultores foram assassinados na quinta-feira passada.

"O incidente de ontem é um fato lamentável. O nosso governo avalia sempre o trabalho das autoridades de controle e de missões humanitárias como a que foi agredida ontem", manifestou o presidente em um ato no departamento de Meta.

Segundo a ONG Iniciativa Comunidades Construindo Paz nos Territórios (Conpaz), faziam parte da delegação humanitária membros da Organização das Nações Unidas (ONU), da Missão de Apoio ao Processo de Paz da Organização dos Estados Americanos (OEA), de diversas organizações sociais e jornalistas da "Revista Semana" e dos jornais "El Espectador" e "El Tiempo".

O grupo queria chegar a Tandil, lugarejo cenário do massacre dos camponeses, que também deixou 20 feridos e que, segundo a primeira versão oficial, tinha sido cometido por dissidentes das FARC, ainda que diversas organizações sociais tenham atribuído o ocorrido à Polícia que combate o tráfico de drogas.

Santos disse que determinou à Polícia e às Forças Armadas que garantam total cooperação com as investigações "para deixar claro todos estes fatos e estabelecer as responsabilidades".

"As ações da Polícia contra criminosos e na erradicação de cultivos ilícitos devem ser contundente, mas sempre no mais rígido respeito aos direitos humanos", assegurou.

Da mesma forma, esclareceu que o governo não permitirá "que organizações à margem da lei intimidem ou pressionem à comunidade".

"Não vamos a baixara guarda contra o narcotráfico, combustível da violência durante tantos anos", afirmou.

O chefe de Estado destacou que Tumaco, o município colombiano que mais cultiva coca e que tem influência de diversas organizações criminosas, "é uma região prioritária para o governo e o Estado na construção de paz".

"Vamos garantir a segurança e a tranquilidade das comunidades. Vamos trabalhar com elas para que as oportunidades que a paz traz se tornem realidade", concluiu.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos