EUA dizem que mantêm posição sobre Catalunha após discurso de Puigdemont

Washington, 10 out (EFE).- A Casa Branca indicou nesta terça-feira que tem a mesma posição sobre a Catalunha expressada há duas semanas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse que a Espanha é "um grande país" que "deveria permanecer unido", e evitou se pronunciar sobre se deve haver diálogo entre as partes ou mediação internacional.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, se referiu ao tema pouco depois de o presidente do governo da Catalunha, Carles Puigdemont, declarar que essa região espanhola ganhou o direito a ser independente, mas suspender os efeitos dessa declaração para abrir um processo de diálogo com o governo de Mariano Rajoy.

"A nossa posição não mudou" a respeito do que expressou Trump ao receber Rajoy na Casa Branca em 26 de setembro, disse Sarah em sua entrevista coletiva diária.

"Não há nada de diferente a respeito do que disse o presidente quando ele (Rajoy) esteve aqui há duas semanas", acrescentou a porta-voz.

Sarah afirmou que os EUA estão dispostos a manter "conversações" com o governo de Rajoy, mas não esclareceu em que consistiriam esses contatos e tampouco contemplou a possibilidade de uma mediação internacional ou um maior diálogo entre as partes.

"Isso é algo que os povos da Espanha e da Catalunha têm que decidir", respondeu Sarah ao ser perguntada sobre se os EUA estão dispostos a dialogar com o governo espanhol e com os líderes catalães.

Durante a visita de Rajoy em setembro, Trump defendeu que a Espanha é "um grande país" que "deveria permanecer unido".

"Realmente, acredito que as pessoas da Catalunha ficarão na Espanha, e acredito que seria uma tolice não fazê-lo", disse o presidente americano durante a entrevista coletiva que ofereceu ao lado de Rajoy.

O presidente regional catalão disse hoje no Parlamento regional que "assumia" a vontade "do povo da Catalunha de ser um Estado independente", para em seguida propor deixar em suspenso a declaração de independência durante várias semanas para iniciar um diálogo e pediu ao governo espanhol que aceite uma mediação.

Fontes do governo da Espanha disseram depois à Agência Efe que não é admissível "fazer uma declaração implícita de independência para depois deixá-la em suspenso de maneira explícita", e que tampouco se pode dar como válida a contagem do referendo "fraudulento e ilegal" de 1º de outubro.

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