Libéria vota para escolher sucessor da presidente Johnson-Sirleaf

Nairóbi, 10 out (EFE).- Quase 2,2 milhões de cidadãos da Libéria estão aptos a votar nesta terça-feira para eleger o sucessor de Ellen Johnson-Sirleaf na presidência deste pequeno país da África Ocidental, na primeira transferência democrática de poderes desde 1943.

As 5.390 seções eleitorais distribuídas pelos 15 condados do país permanecerão abertas das 8h às 18h locais (5h e 15h em Brasília), para que os cidadãos possam escolher entre 20 candidatos presidenciais e mais de 1.100 que concorrem a uma das 73 cadeiras do parlamento, explicou o jornal "Liberian Observer".

A Comissão Eleitoral anunciará os resultados em 25 de outubro, mas se nenhum dos candidatos a presidente conseguir uma maioria absoluta dos votos, haverá um segundo turno, assim como nas eleições de 2005 e 2011.

Os dois favoritos são o atual vice-presidente, Joseph Boakai (Partido da Unidade, PU) e o popular ex-jogador de futebol George Weah (Congresso para a Mudança Democrática, CCD), o único africano a ganhar a Bola de Ouro (1995) e considerado o melhor jogador da história do continente.

As últimas pesquisas indicam que existe a chance de um dos candidatos vencer no primeiro turno, mas alguns levantamentos também dão possibilidades a candidatos alternativos como Charles Brumskine (Partido pela Liberdade, PL) e Benoni Urey (Partido de Todos os Liberianos, PTL).

As pesquisas apontam Boakai como favorito. Foi durante a sua vice-presidência que a Libéria aumentou seu PIB em 248%, passando de US$ 604 milhões para US$ 2,101 bilhões, uma melhoria econômica que repercutiu na expectativa de vida, que avançou de 56 para 62 anos.

No entanto, desde a crise do vírus ebola que matou quase 5 mil pessoas em 2014, a economia acabou sendo afetada pelo surto, e terminou 2016 com uma queda de 1,6% do PIB.

Os principais candidatos coincidem em três pontos em seus programas: reduzir a pobreza (50% da população vive abaixo de seu limite), eliminar a corrupção e revitalizar a economia, que registra três anos de recessão desde a epidemia de ebola.

A transferência de poderes colocará fim a 12 anos de presidência de Johnson-Sirleaf, ganhadora do Nobel da Paz em 2011 e a única mulher que chegou à chefia de Estado em um país africano até hoje.

A chegada da ganhadora do Nobel ao cargo máximo do país ocorreu após um governo de transição formado depois do exílio do sanguinário presidente Charles Taylor em 2003, que significou o final da segunda guerra civil do país, que começou em 1999, apenas três anos depois do fim da primeira (1989-1996).

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