Premiê da Escócia pede que "diálogo substita confronto" na Catalunha

Londres, 10 out (EFE).- A primeira-ministra da Escócia, a nacionalista Nicola Sturgeon, expressou nesta terça-feira seu desejo de que o "diálogo substitua o confronto" na Catalunha.

A líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) afirmou no discurso de encerramento do congresso anual da legenda que "este é o momento para o governo da Espanha se sentar com o governo da Catalunha".

"É o momento de falarem e encontrarem um caminho adiante. Um caminho que respeite a legalidade, sim, mas também um caminho que respeite a democracia e respeite o direito das pessoas da Catalunha de determinar o seu próprio futuro", afirmou.

Diante dos membros do SNP reunidos em Glasgow, Sturgeon considerou que a União Europeia (UE) deveria ter levantado "a voz" contra a atuação da polícia durante o referendo de independência que foi realizado na Catalunha em 1º de outubro, apesar de ter sido suspenso pelo Tribunal Constitucional da Espanha.

"Quando as pessoas da Catalunha, que são cidadãos europeus, foram violentamente atacadas pelo polícia só por tentarem votar, a União Europeia deveria ter levantado a voz para condenar".

Sturgeon apontou que mantém seu compromisso de defender um segundo referendo sobre a independência da Escócia, após o realizado em setembro de 2014, quando 55% dos votantes foram contra a separação.

Mesmo assim, a líder do SNP, que nas eleições gerais de junho no Reino Unido perdeu 21 deputados, destacou que a decisão de impulsionar uma nova consulta será adiada até que estejam "claros" os termos de saída do Reino Unido da UE.

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