Sobe para 29 o nº de mortos em naufrágio de bote com refugiados em Bangladesh

(Atualiza o número de mortos).

Daca, 10 out (EFE).- Os corpos de 15 rohingyas que viajavam no bote que naufragou no último domingo perto de Bangladesh foram resgatados nesta terça-feira, o que eleva para 29 o número de mortos, 18 deles menores de idade, além de 13 pessoas que foram resgatadas com vida, enquanto um número indeterminado de migrantes segue desaparecido.

Além disso, a guarda costeira encontrou outros dois menores mortos, provavelmente em um acidente diferente.

"Hoje recuperamos 15 corpos, que incluem sete mulheres e oito crianças", disse à Agência Efe Mosel Uddin, oficial encarregado da polícia em Teknaf, no sudeste de Bangladesh, que lembrou que ontem foram encontrados outros 14 corpos.

O tenente-coronel Ariful Islam, comandante da guarda fronteiriça de Bangladesh na região, assinalou que 13 pessoas foram resgatadas com vida da embarcação, mas ainda há um número indeterminado de desaparecidos, que pode chegar a 60, segundo a Organização Internacional de Migrações (OIM).

Alauddin Nayan, oficial de operações da guarda costeira da região leste de Bangladesh, disse à Efe que as operações de busca de sobreviventes na região continuam e manifestou que hoje foram encontrados os corpos de duas crianças.

"Hoje recebemos os corpos de duas crianças perto da ilha de Saint Martin, mas não temos certeza se são vítimas deste acidente", acrescentou Nayan.

O bote afundou no domingo perto de Galar Char, uma localidade próxima a Shah Porir Dwip, quando levava um número indeterminado de pessoas, que varia de acordo com as versões dos sobreviventes, que em alguns casos falam de aproximadamente 100 passageiros, mais da metade deles menores de idade.

Enquanto isso, a chegada de refugiados continua. Apenas ontem, mais 10 mil pessoas entraram em território bengalês.

A ONU elevou hoje para 521 mil o número de rohingyas que chegaram a Bangladesh fugindo da violência em Mianmar desde 25 de agosto.

A crise dos rohingyas começou naquele dia, após um ataque de um grupo insurgente desta comunidade muçulmana contra instalações policiais e militares no estado de Rakhine, uma ação que foi respondida pelo exército birmanês com uma campanha que continua vigente.

De acordo com testemunhas e organizações de direitos humanos, o exército de Mianmar arrasou aldeias inteiras incendiando-as e matou um número indeterminado de civis, que foram alvejados pelos soldados quando fugiam dessas localidades.

O governo birmanês assegura que a violência foi originada por "terroristas rohingyas", mas o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU qualificou a operação militar como "limpeza étnica de manual".

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