Vice-presidente do Equador desiste de pedir revisão de prisão preventiva

Quito, 10 out (EFE).- O vice-presidente do Equador, Jorge Glas, desistiu nesta terça-feira de pedir uma revisão da medida cautelar que decretou sua prisão preventiva por envolvimento no escândalo de pagamento de propina da construtora Odebrecht no país.

Em uma sessão na Corte Nacional de Justiça, o advogado Eduardo Franco Loor, que representa o vice-presidente, informou sobre a decisão, mas ressaltou que espera que a Promotoria ou o juiz do caso absolvam completamente seu cliente na audiência de preparação do julgamento, marcada para a próxima segunda-feira.

O advogado disse que Glas confia na Justiça, mas que desistiu de recorrer das medidas cautelares, sem dar maiores explicações. Além da prisão preventiva, o vice-presidente teve os bens congelados.

Será realizada na segunda-feira uma audiência de avaliação e preparação do julgamento contra 18 acusados de associação ilícita dentro do escândalo de pagamento de propinas da Odebrecht.

A Corte Nacional de Justiça decretou a prisão preventiva de Glas na segunda-feira da semana passada, atendendo a pedido da Promotoria-Geral, que ligou o vice-presidente ao caso de associação ilícita. Ricardo Rivera, tio de Glas e investigado pelo mesmo crime, também acabou preso após decisão do juiz Miguel Jurado.

Glas foi substituído de forma temporária no cargo por ordem do presidente Lenín Moreno. Desde agosto, o vice-presidente está proibido de sair do país por causa das suspeitas contra ele.

O procurador-geral do Equador, Carlos Baca, fez o pedido de prisão preventiva de Glas após receber novas informações dos Estados Unidos sobre o caso e avaliar que havia risco de fuga.

O advogado de Glas disse confiar que Baca mudará de ideia e declarará a inocência de seu cliente no caso.

Com Glas afastado, a ministra de Habitação, María Alejandra Vicuña, foi nomeada como vice-presidente interina. Ela ficará no cargo por três meses, período no qual o caso será revisado.

Glas afirma que é vítima de um processo politizado e que sofre um "linchamento midiático".

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