Desastres causam a cada ano o deslocamento de quase 14 milhões de pessoas

Genebra, 11 out (EFE).- As distintas catástrofes naturais causam a cada ano no mundo o deslocamento forçado de 13,9 milhões de pessoas, segundo um estudo apresentado nesta quarta-feira pela Agência das Nações Unidas para a Prevenção de Desastres, com base em um novo método de análise.

Os dados mais recentes procedentes de 204 países e territórios foram utilizados para esta análise e seus resultados mostram que haverá um aumento contínuo do número de deslocados nos países mais vulneráveis se não houver progressos importantes em prevenção e gestão de riscos.

O estudo, que exclui as secas e o aumento do nível do mar por ser fenômenos lentos, indica que o desastre que mais desloca pessoas são as inundações, cuja frequência aumenta a nível global.

No entanto, o responsável do estudo, Justin Ginnetti, precisou que o fato de um desastre forçar um deslocamento a médio ou longo prazo não se deve em si ao fenômeno meteorológico, senão à falta de governabilidade, à pobreza, à degradação dos ecossistemas e ao desenvolvimento urbano caótico.

Vários furacões e ciclones causaram nos últimos meses morte e destruição de infraestruturas no Caribe e, em menor medida, nos Estados Unidos, enquanto níveis recorde de inundações foram registrados na Índia, no Nepal e em Bangladesh.

Oito dos dez países com o maior número de deslocados ou de pessoas que perderam suas casas por causa de desastres estão no sul e no sudeste da Ásia.

Trata-se de 2,3 milhões de pessoas na Índia, 1,3 milhão na China, 1,2 milhão em Bangladesh, um milhão no Vietnã, 720 mil na Filipinas, 570 mil em Mianmar, 460 mil no Paquistão, 380 mil na Indonésia, 250 mil na Rússia e 230 mil nos Estados Unidos.

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