Ex-premier luso é acusado formalmente de corrupção, fraude e falsificação

Lisboa, 11 out (EFE).- O Ministério Público de Portugal anunciou nesta quarta-feira que o ex-primeiro-ministro português, o socialista José Sócrates, é acusado de diversos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, falsificação de documento e fraude fiscal.

Ele é um dos 28 acusados formalmente pelo MP na chamada "Operação Marquês", na qual figuram também o empresário e amigo dele Carlos Santos Silva e o ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) Ricardo Salgado.

José Sócrates, que esteve à frente do governo português entre os anos de 2005 e 2011, aguardava a acusação desde que foi detido, em novembro de 2014, no Aeroporto de Lisboa por suspeitas de corrupção, que o deixaram quase 10 meses em prisão preventiva, e outro mês e meio em prisão domiciliar.

O MP acusa o político de 31 delitos: três de corrupção passiva, 16 de lavagem de dinheiro, nove de falsificação de documentos e três de fraude fiscal qualificada.

Conforme o comunicado que o órgão divulgou hoje, os investigados exerciam funções públicas ou equiparadas, como é o caso do ex-premier e "atuaram na violação dos deveres funcionais", com o objetivo de obter vantagens.

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