Mais de 1 milhão de meninas sofrem abuso sexual na A. Latina, diz Unicef

Santo Domingo, 11 out (EFE).- Mais de um milhão de meninas e adolescentes são vítimas de violência sexual na América Latina e no Caribe e uma de cada quatro se casou antes dos 18 anos, disse nesta quarta-feira a diretora regional do Unicef, Maria Cristina Perceval.

Isto transforma a região na segunda com maior taxa de gravidezes entre adolescentes no mundo, precisou Perceval em uma coletiva de imprensa, em Santo Domingo, junto à diretora regional da ONU Mulheres, Luiza Carvalho, e o diretor regional do Fundo de População para as Nações Unidas (Unfpa), Esteban Caballero.

De acordo com os dados divulgados por causa do Dia Internacional da Menina, uma de cada quatro adolescentes que vive em áreas rurais e em situação de pobreza na América Latina não frequentou a escola e trabalha em afazeres domésticos e de cuidados não remunerados.

Enquanto 25% das meninas de entre 13 e 15 anos reporta ter considerado seriamente se suicidar e quatro de cada 10 experimentaram violência do parceiro.

Por sua vez, de acordo com estes dados, uma de cada 10 adolescentes de entre 15 e 19 anos justifica a violência do parceiro e mais de 1/4 das crianças de 11 países da região declarou que "jamais" ou "rara vez" se sentem seguras no caminho à escola.

Perceval chamou a atenção sobre o fato de que as menores que vivem em zonas rurais não contam com suficiente acesso à informação e nem provisões para sua menstruação e 25% de todas elas nem sequer têm acesso à educação.

"Uma realidade que é agravada em situações de emergência onde as crianças e adolescentes são mais vulneráveis", apontou.

Por causa da celebração hoje do Dia Internacional da Menina, o Unicef chamou os Governos, os sistemas de Justiça, a sociedade civil e a família, entre outros setores, a promover o empoderamento das meninas e adolescentes e contribuir positivamente ao seu desenvolvimento integral.

Neste dia, indicou Perceval, "é um momento que nos chama a ter consciência de que as meninas não podem ser tratadas como adultas sem direitos, senão como crianças com direitos e empoderadas, por serem a frça de mudança".

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