Número de mortos após motim em prisão no norte do México sobe para 16

Cidade do México, 11 out (EFE).- O número de mortos após o motim ocorrido na terça-feira no presídio de Cadereyta, no estado de Nuevo León, no norte do México, subiu de 13 para 16.

As autoridades confirmaram a identidade de 13 das vítimas fatais e informaram que outros três corpos ainda precisam ser analisados legistas. Além dos mortos, 26 pessoas ficaram feridas no motim.

Os presos chegaram a sequestrar agentes penitenciários e a provocar vários incêndios. Entre os feridos estão dois policiais e três guardas da prisão, que fica na região metropolitana de Monterrey, capital de Nuevo León.

Dezenas de pessoas foram para a porta do presídio de Cadereyta para pedir informações sobre familiares presos. A polícia montou um forte esquema de segurança para proteger o local.

O promotor de Nuevo León, Bernardo González, disse em entrevista coletiva que a maioria dos presos mortos cumpria penas por "delitos de alto impacto". No México, esses crimes normalmente estão relacionados com sequestros ou o narcotráfico.

González informou que abriu uma investigação para apurar a participação de 54 pessoas no motim. Há seis meses, o presídio foi palco de outra rebelião que deixou quatro motos.

O porta-voz do governo de Nuevo León, Aldo Fasci, explicou que as vítimas sofreram diferentes tipos de ferimentos. As autópsias determinarão se elas morreram por armas de fogo ou de outro tipo.

O motim, um protesto contra a direção do presídio, começou no início da manhã de ontem, mas foi controlado pelas autoridades. No entanto, de noite, os presos voltaram a se rebelar, colocando fogo em colchões.

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