Trump quer multiplicar por 10 arsenal nuclear dos EUA, aponta "NBC"

Washington, 11 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou em uma reunião com sua equipe de segurança nacional em julho o desejo de multiplicar por dez o arsenal nuclear do país, informou nesta quarta-feira a rede "NBC".

O canal entrevista sob anonimato três funcionários que estiveram presentes na reunião, realizada em 20 de julho no Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA.

Os comentários de Trump foram feitos enquanto era mostrado um diapositivo informativo sobre a continuada redução das armas nucleares em poder dos EUA desde o final dos anos 60.

De acordo com os funcionários presentes citados pela "NBC", altos cargos militares e o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, se mostraram surpresos com as palavras do governante e lhe explicaram brevemente "os impedimentos legais e práticos" de um acúmulo nuclear.

Foi após essa reunião quando supostamente Tillerson chamou Trumo de "idiota", segundo revelou também a "NBC" na semana passada.

Tillerson negou na quarta-feira que tenha pensado em se demitir e defendeu sua relação com Trump, em um nada usual comparecimento que muitos observadores atribuíram a uma tentativa do chefe da diplomacia americana de conservar seu trabalho.

Nesse comparecimento, Tillerson não quis esclarecer se insultou Trump, por considerar que trata-se de uma questão "insubstancial", mas seu porta-voz declarou que o secretário de Estado não usa "esse tipo de linguagem para falar sobre o presidente dos Estados Unidos".

Em 27 de janeiro, Trump pediu, por meio de uma ordem executiva, revisar a necessidade de modernizar o arsenal nuclear dos EUA para assegurar que o poder de dissuasão se mantém e ver se os mísseis seguem sendo seguros e adaptados às necessidades do século XXI.

O governante americano foi muito crítico por conta das ambições nucleares da Coreia do Norte e na terça-feira foi informado por sua equipe de segurança nacional sobre "uma série de opções" de resposta às ameaças de Pyongyang perante uma eventual agressão.

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