Turquia condena jornalista do "The Wall Street Journal" a dois anos de prisão

Istambul, 11 out (EFE).- Um tribunal da Turquia condenou a jornalista Ayla Albayrak, do jornal americano "The Wall Street Journal", a dois anos e um mês de prisão por fazer propaganda do grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em uma reportagem, informou nesta quarta-feira o jornal "Hürriyet".

Albayrak, que tem nacionalidade turca e finlandesa, foi condenada ontem por uma reportagem que escreveu em 2015 sobre os enfrentamentos após a ruptura do cessar-fogo entre as forças de segurança turcas e militantes do PKK no sudeste da Turquia.

A jornalista, que está atualmente nos Estados Unidos, apelará contra a sentença, segundo informou o "The Wall Street Journal".

O editor-chefe do jornal, Gerard Baker, declarou que a acusação é "infundada" e que o único objetivo da reportagem era mostrar uma visão "independente" do conflito.

Segundo a Plataforma para o Jornalismo Independente (P24) com sede em Istambul, há 169 jornalistas presos na Turquia, a maioria sob a acusação de fazer propaganda terrorista do PKK ou da organização do clérigo islamita Fethullah Gülen, a quem Ancara responsabiliza pelo fracassado golpe de Estado de julho de 2016.

A Turquia ocupa o posto 155 dos 180 países incluídos na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa elaborada pela Repórteres Sem Fronteras.

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