Chanceler espanhol acredita que Puigdemont não declarou independência catalã

Paris, 12 out (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Espanha, Alfonso Dastis, considerou nesta quinta-feira que o presidente do Governo da Catalunha, Carles Puigdemont, não declarou na última terça a independência, mas acrescentou que o executivo central espera uma resposta clara antes de agir.

"Para nós, eles ainda não o fizeram, eles não fizeram isso na sessão plenária do Parlamento, eles fizeram em outra sala, rapidamente e apenas uma parte, sem dar a oposição a possibilidade de se expressar", disse Dastis, em entrevista à emissora francesa "CNews".

O chanceler disse que o prazo marcado ontem no requerimento formal a Puigdemont para que confirme se declarou ou não a independência, procura dar para as autoridades catalãs "todas as possibilidades que se expliquem".

O presidente catalão tem até a próxima semana dizer se declarou ou não a independência e assim retificar e evitar a aplicação do artigo 155 da Constituição, que dá ao Executivo espanhol o poder de assumir funções desempenhadas pelas autoridades regionais.

Se Puigdemont não responde, segundo Dastis, este procedimento será iniciado, e se ele disser que não declarou, seguirá falando "para tentar fazer oco na Constituição às aspirações de certos catalães".

O caso de aplicação do 155, o Governo espanhol "seguirá trabalhando como sempre, com prudência mas com firmeza", para garantir a aplicação da Magna Carta e "fazer respeitar o Estado de direito, democracia e direito constitucional de todos os catalães".

"A situação é grave, mas somos otimistas", disse o ministro.

Dastis desejou que Puigdemont não tivesse empreendido no caminho da independência, e esperasse que não fosse necessário aplicar força ou prendê-lo.

"Queremos evitar isso", disse à "CNews", onde lamentou que a situação na Catalunha esteja piorando "por culpa do processo separatista".

O ministro, que não descartou a realização de eleições na Catalunha, aproveitou seu discurso para defender a atuação das forças da ordem no dia 1º de outubro, dia da comemoração do referendo ilegal.

A força "foi uma reação (policial) à impossibilidade de fazer que os juízes pediram para eles", disse Dastis, observando que a Espanha recebeu o apoio de todos seus parceiros da União europeia (UE) na gestão desta crise.

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