Chefe de gabinete de Trump dá entrevista surpresa e diz que não renunciará

Washington, 12 out (EFE).- O chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, concedeu uma entrevista surpresa nesta quinta-feira para garantir que, a não ser que algo mude, não irá renunciar ao cargo e que nem pensa que será demitido pelo presidente Donald Trump.

"Não vou renunciar hoje. Acabo de falar com o presidente e não acredito que seja demitido hoje", disse em sua primeira aparição na sala de imprensa da Casa Branca desde que assumiu o cargo.

"E não estou tão frustrado neste trabalho para estar pensando em deixá-lo", esclareceu Kelly.

No entanto, após décadas de carreira militar e alguns meses no comando de Departamento de Segurança Nacional, o general reformado admitiu que ser chefe de gabinete de Trump é o trabalho "mais difícil e importante" que teve na vida.

Trump atacou nesta semana vários veículos de imprensa, entre eles o "The Washington Post" e a "Vanity Fair", depois da publicação de matérias que afirmavam que Kelly estava prestes a deixar a Casa Branca, frustrado com o comportamento do presidente e com as divisões internas.

Pelo Twitter, o presidente afirmou que todas as informações eram "notícias falsas" e que Kelly está fazendo um trabalho fantástico para o país.

Kelly negou durante a entrevista coletiva que os tweets de Trump compliquem seu trabalho e afirmou que uma das principais "frustrações" do presidente é o tratamento dado a ele pela imprensa.

"Uma das suas frustrações são os senhores (...). Não todos os senhores, mas muitos sim", disse o general aos jornalistas.

Ontem, Trump sugeriu que pode ser "apropriado" punir as emissoras de televisão por todas as notícias falsas divulgadas recentemente, ao acusar a "NBC" de "inventar" uma história sobre sua intenção de ampliar o arsenal nuclear do país.

"É francamente repugnante que a imprensa possa escrever o que quiser escrever", disse Trump ontem durante uma entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.

Durante a campanha eleitoral, Trump acusou os principais jornais e emissoras de mentir para tentar prejudicá-lo. As críticas continuaram desde que ele chegou ao poder. O presidente chegou a classificar a imprensa como "inimiga do povo".

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