Comissão Eleitoral da Libéria desmente que Weah tenha vencido as eleições

Nairóbi, 12 out (EFE).- A Comissão Eleitoral da Libéria desmentiu nesta quinta-feira que o ex-jogador George Weah, candidato do Congresso pela Mudança Democrática (CCD) à presidência do país, tenha sido proclamado vencedor das eleições realizadas há dois dias.

O órgão contradiz assim os persistentes rumores que se propagaram internacionalmente desde quarta-feira, até o ponto de figuras públicas como o técnico do Arsenal, Arsène Wenger - que comandou no Monaco o único vencedor africano da Bola de Ouro -, parabenizarem Weah pela suposta vitória eleitoral.

Em comunicado, a instituição encarregada de organizar as eleições adverte que é a única que tem "o direito legal de anunciar os resultados" e pede que veículos de informação e usuários de redes sociais não alimentem os rumores.

O presidente da Comissão Eleitoral, Jerome Korkoya, anunciou nesta quinta-feira os primeiros resultados provisórios, que mostram que Weah, de 51 anos, está na frente em 11 dos 15 condados do país, incluindo o de Montserrado, o mais povoado e do qual o ex-jogador é senador, onde conseguiu até agora 50,4% dos votos.

O principal rival e favorito nas eleições segundo a maioria das pesquisas, o atual vice-presidente Joseph Boakai, só vence provisoriamente em um condado, assim como o ex-guerrilheiro Prince Johnson.

O terceiro candidato segundo as pesquisas, Charles Brumskine, antigo sócio do sanguinário ex-presidente Charles Taylor, levaria a dianteira em dois condados.

Os resultados definitivos só serão divulgados no dia 25 e os especialistas afirmam que, apesar da grande vantagem provisória do ex-jogador, o mais provável é que haja um segundo turno entre Weah e Boakai.

Estas eleições, que também servirão para escolher os integrantes do Parlamento, marcam o final da etapa presidencial de Ellen Johnson Sirleaf, a primeira mulher a se tornar chefe de Estado na África, após vencer as eleições de 2005 e ser reeleita seis anos depois.

Além disso, será a primeira transferência de poderes entre dois presidentes eleitos democraticamente em 73 anos.

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