Kremlin diz que saída dos EUA da Unesco é uma "notícia triste"

Moscou, 12 out (EFE).- O Kremlin classificou nesta quinta-feira como uma "notícia triste" a decisão dos Estados Unidos de deixar a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

"É uma notícia triste", disse a jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Por sua vez, o presidente do comitê de Assuntos Internacionais do Duma (câmara baixa do Parlamento russo), Leonid Slutski, afirmou que os motivos alegados por Washington para sair da Unesco são "estranhos".

A saída dos EUA se deve, segundo um comunicado do governo americano, à necessidade de a organização passar por uma reforma "fundamental" e pela sua suposta "tendência anti-Israel".

De acordo com Slutski, "uma das tarefas primordiais da Unesco consiste na proteção do patrimônio cultural do mundo, e a saída dos EUA parece "desdenhar" desta tradição.

"Neste caso, nenhum fator nacional pode motivar (tal comportamento). É estranho e incompreensível. Lamento muito", disse o parlamentar.

O presidente do comitê parlamentar de Assuntos Internacionais do Senado russo, Konstantin Kosachov, escreveu no Facebook que os EUA, ao renunciarem a seus compromissos internacionais, tomam decisões de um país "marginalizado", e não de "uma potência responsável".

Kosachov lembrou que a "irritação" dos EUA com a Unesco remonta a 2011, quando a organização aceitou a entrada da Palestina, à qual Washington respondeu com a suspensão da sua contribuição econômica.

A saída dos EUA da Unesco entrará em vigor em 31 de dezembro de 2018, em cumprimento aos estatutos da entidade, segundo o Departamento de Estado americano.

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