Diplomata Fernando Arias González será novo diretor da OPAQ

Haia, 13 out (EFE).- O Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) propôs nesta sexta-feira o embaixador da Espanha na Holanda, Fernando Arias González, como o próximo diretor-geral da organização, que terá a nomeação confirmada pela Assembleia de Estados-membros no final de novembro.

O Conselho Executivo da OPAQ, que normalmente toma as suas decisões por consenso, chegou a esta decisão depois de sete países apresentarem os seus candidatos: Dinamarca, Hungria, Lituânia, Burkina Faso, Espanha, Coreia do Sul e Iraque. Foram necessárias três rodadas para González sair como o novo diretor-geral. O candidato da Coreia do Sul ficou em segundo lugar e o dinamarquês, em terceiro.

Um dos grandes desafios dele será enfrentar a situação na Síria, que viveu 45 incidentes com armas químicas no último ano, conforme dados da própria OPAQ.

A universalização da Convenção sobre Armas Químicas, ratificada por 192 Estados, mas que ainda não teve a adesão de Coreia do Norte, Israel, Sudão do Sul e Egito, será outro tema delicado, bem como a destruição total dos arsenais químicos declarados pelos países.

O mandato de González terá duração de quatro anos, com possibilidade de reeleição para igual período, e será formalizado na próxima Assembleia de Estados-membros, marcada para 27 de novembro, em Haia. O diplomata sucede o turco Ahmet Üzümcü, que ficou oito anos no cargo.

A OPAQ foi criada em 1997 e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2013. O objetivo do organismo é eliminar de todo tipo de arma química no mundo.

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