Supremo opositor venezuelano trabalhará na OEA, na Colômbia e em Washington

Washington, 13 out (EFE).- O Tribunal Supremo da Venezuela nomeado pelo Parlamento, de maioria opositora, realizará suas sessões na Organização dos Estados Americanos (OEA), na Colômbia e em um escritório privado em Washington, já que seus membros são perseguidos pela Justiça do seu país.

Assim explicou Miguel Ángel Martín, presidente do Supremo paralelo que "se instalou" nesta sexta-feira no Salão das Américas da OEA, com o apoio total do secretário-geral do organismo, Luis Almagro, e a rejeição dos embaixadores dos países membros, que não compareceram.

Além disso, o Supremo opositor realiza agora sua primeira sessão de trabalho no Salão Miranda da sede do organismo continental, e na próxima semana fará outra reunião na Colômbia, em um local ainda por determinar.

A "sede" deste Supremo paralelo ao oficial na Venezuela não será a OEA, mas "um escritório privado" na cidade de Washington, informou Martín.

No entanto, o magistrado respondeu afirmativamente quando foi perguntado sobre se voltarão a realizar reuniões de trabalho nas instalações da OEA, como a que acontece nesta sexta-feira no Salão Miranda após o ato de instalação, ao qual compareceram dezenas de figuras da oposição e simpatizantes.

Sobre os temas prioritários para este tribunal, Martín não entrou em detalhes, mas deixou claro que o objetivo fundamental são "os direitos humanos" e "a abertura de um canal humanitário", embora não tenha especificado se trabalharão com algum organismo internacional a respeito.

Almagro não só cedeu o salão mais ilustre da OEA para a formação do Supremo paralelo, mas também esteve na primeira fila durante o evento e pronunciou um enérgico discurso a favor do novo órgão de justiça e contra o oficial na Venezuela.

"Os magistrados (do Supremo opositor) têm a fundamental tarefa de dar sentido à Justiça novamente no país, uma Justiça que foi evasiva para os venezuelanos, inexistente para os venezuelanos, definitivamente atropelada pelos abusos e arbitrariedades do regime", disse o ex-chanceler uruguaio.

"O TSJ (oficial) é filho da Assembleia Nacional Constituinte e definitivamente está deslegitimado pelas suas ações contra a democracia, seus abusos e arbitrariedade contra o Estado de direito e os direitos humanos", acrescentou.

Almagro não indicou de que forma o Supremo opositor vai trabalhar, se realizará sessões nas instalações da OEA, como os magistrados confirmaram ao término do evento e começaram a fazer imediatamente após a cerimônia.

Só disse que "o começo dos seus trabalhos abre um caminho à institucionalidade venezuelana", sem especificar onde e como efetuarão esse trabalho.

O Parlamento venezuelano designou em julho 33 magistrados para o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), com a ideia de que estes substituam 33 juízes em exercício dessa instância, por considerar que estão a serviço do governo e que foram nomeados com graves irregularidades.

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