Governos da Líbia retomam diálogo na Tunísia sob auspício da ONU

Trípoli, 14 out (EFE).- Os comitês negociadores do oeste e do leste de Líbia retomaram neste sábado o diálogo na Tunísia, após os seus respectivos governos aceitarem o primeiro pacote de emendas ao Acordo Nacional de 2015 proposto pelo novo enviado especial da ONU, Ghassan Salamé.

Segundo um comunicado divulgado pela missão da ONU para a Líbia (UNSMIL), o diplomata libanês felicitou os líderes de ambos os comitês ao início do encontro, que foi realizado a portas fechadas em um hotel do norte de Tunes.

"Felicito os dois comitês pelo seu seguro retorno após as amplas consultas e lhes desejo um sucesso que permita chegar a um entendimento para tirar o processo político do impasse em que se encontra", afirmou Salamé.

O diplomata também expressou sua esperança para que seja acordado "um mecanismo que permita formar um novo Conselho Presidencial em alguns dias" e um avanço para "a unidade do país e das instituições públicas e prepare a Líbia para as próximas eleições presidenciais, legislativas e municipais".

Tanto o Conselho de Estado, órgão vinculado ao governo de unidade sustentada pela ONU em Trípoli, como o Parlamento em Tobruk, dominado pelo marechal Khalifa Hafter, aprovaram nesta semana o primeiro ponto do plano proposto por Salamé no final do mês passado.

Ambas as instituições aceitaram a formação de um novo conselho estatal restrito, com um presidente e dois vice-presidentes, independente da presidência do governo.

Segundo o calendário proposto, todas as emendas ao Acordo Nacional, forjado pela própria ONU em 2015 e que desde então acentuou ainda mais a divisão do país, devem entrar em consenso e ser aprovadas antes do fim do mês de novembro para poder convocar novamente eleições em 2018.

A Líbia é um Estado fracassado, vítima do caos e da guerra civil, desde que em 2011 a Otan contribuiu para a vitória dos rebeldes sobre a ditadura de Muamar Kadafi.

Desde 2014, o Estado está dividido em dois, com uma autoridade no leste, sob o controle do Parlamento em Tobruk e a tutela do marechal Khalifa Hafter, e outra em Trípoli, sustentada pela ONU e representada pelo primeiro-ministro, Fayez al-Sarraj.

Ambas se apoiam em diferentes milícias que frequentemente mudam de esquadrão, e que mantêm difusas relações com grupos jihadistas e com máfias dedicadas a todo tipo de contrabando.

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