Síria exige retirada "imediata" de forças turcas de Idlib

Cairo, 14 out (EFE).- As autoridades sírias exigiram neste sábado a retirada "de maneira imediata" das forças turcas desdobradas em Idlib, no noroeste da Síria, após um contingente militar entrar há dois dias para supervisionar o cessar-fogo nesta região, informou o Ministério das Relações Exteriores da Síria.

Em um comunicado, reproduzido na agência oficial de notícias síria, "SANA", o Ministério apontou que as unidades turcas devem se retirar imediatamente, já que sua ação é "uma agressão clara" que "o regime turco não pode justificar de nenhuma maneira".

Condenou "nos termos mais enérgicos" esta incursão das unidades turcas na província de Idlib e a considerou como "uma agressão sobre a sua soberania e a estabilidade das suas terras, e uma violação clara das normas e leis internacionais".

A Turquia mantém desde o domingo passado unidades de exploração em Idlib, cuja missão é "estabelecer pontos de vigilância", segundo um comunicado do Estado Maior turco, divulgado na segunda-feira.

Trata-se de um desdobramento de "forças de controle para rebaixar tensões" no marco do acordo alcançado em meados de setembro na última rodada da conferência de Astana, que conta com Rússia, Irã e Turquia como países fiadores.

O Ministério das Relações Exteriores acrescentou que essa "agressão" da Turquia "não tem nada a ver com as negociações em Astana", mas se trata de uma "violação" destas conversações, e lembrou que "o regime turco tem que cumprir com o estipulado no acordo de Astana".

Ontem, o porta-voz das Unidades de Proteção do Povo (YPG, na sigla em curdo) em Afrin, Rojhat Roj, disse à Agência Efe que um comboio militar da Turquia entrou na noite anterior na Síria por Idlib, e que posteriormente se dirigiu a áreas próximas a este enclave curdo-sírio.

No total, 100 soldados turcos entraram escoltados por milicianos do Organismo de Liberdade do Levante - a ex-filial síria da Al Qaeda -, que estavam equipados com armas automáticas, e se transferiram aos pontos de contato com as YPG, e não a zonas de Idlib.

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