FSD dizem que não há civis em Raqqa além de famílias de jihadistas

Cairo, 15 out (EFE).- As Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança liderada pelos turcos, informaram neste domingo que não há mais civis na cidade síria da Raqqa, que foi a "capital" do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na Síria, com a exceção das famílias dos jihadistas.

"Não resta nem um civil em Raqqa (nordeste sírio) e os que restam são familiares dos terroristas que se negaram a sair", disse à Agência Efe o porta-voz das FSD, Talal Salu.

Salu indicou que mais de 3 mil pessoas foram evacuadas "em virtude do acordo" e que estas se encontram a salvo em zonas das FSD, apoiadas pela coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos.

A ONU estimou em agosto passado em 25 mil as pessoas que estavam presas em Raqqa e que estavam sendo utilizadas como escudos humanos pelos radicais.

O acordo de evacuação aconteceu graças à iniciativa do Conselho Civil da cidade - criado por milícias curdas - junto a líderes tribais, que também incluía jihadistas sírios.

Um comboio de veículos partiu no sábado de Raqqa para evacuar civis e jihadistas locais, informou a coalizão internacional, que se desvinculou dos acordos firmados.

No entanto, esta não condenou "nenhum acordo que permita aos terroristas do EI fugir de Raqqa sem responder à justiça", disse o responsável das operações da coalizão, o general de Brigada americano Jonathan Braga.

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