Papa proclama santos meninos mártires de Tlaxcala e canoniza 30 brasileiros

Cidade do Vaticano, 16 set (EFE).- O papa Francisco proclamou neste domingo santos os três "meninos Mártires de Tlaxcala (México)", assassinados entre 1527 e 1529 e canonizou os 30 "mártires do Rio Grande do Norte", considerados os primeiros mártires do Brasil, assassinados em 1645, em uma cerimônia na Praça de São Pedro do Vaticano.

Francisco utilizou como é habitual a fórmula em latim para proclamar a santidade e pedir que fossem inscritos nos livros dos santos da Igreja.

Durante a cerimônia de hoje também aconteceram as canonizações do sacerdote espanhol Faustino Míguez (1831-1925), fundador do Instituto Calasancio Filhas da Divina Pastora e do capuchinho italiano, Angelo da Acri.

A cerimônia começou com o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, o cardeal Angelo Amato, que, acompanhado dos postuladores das causas, apresentou a Francisco a petição de canonização e leu uma pequena biografia de cada um.

Depois o papa pronunciou a fórmula em latim: "Após ter reflexionado largamente e invocado a ajuda divina, e escutando o parecer de muitos dos nossos irmãos bispos, declaramos santos os beatos..."

"E os inscrevemos no Catálogo dos Santos, e estabelecemos que em toda a Igreja sejam devotamente honrados entre os santos", continuou.

Depois levaram ao altar as relíquias dos novos santos.

Para esta cerimônia chegou vieram centenas de mexicanos de Tlaxcala e uma ampla delegação religiosa liderada pelo bispo da diocese, Julio C. Salcedo Aquino, e os cardeais José Francisco Robles Ortega e Alberto Suárez Inda.

Os meninos indígenas santos São Cristóbal, Juan e Antonio que tinham entre 12 e 13 anos e que foram assassinados em 1527 o primeiro e em 1529 os outros dois, ao terem se convertido ao cristianismo e que serão agora os padroeiros da infância mexicana.

Os três meninos foram beatificados em 6 de maio de 1990 na basílica de Guadalupe por Jão Paulo II.

O grupo de santos brasileiros são considerados os primeiros mártires do país e foram encabeçados pelos sacerdotes Andrés de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro e o laico Mateus Moreira e outros 27 companheiros assassinados em 1645.

Foram assassinados entre 16 de julho e 3 de outubro de 1645 pelos protestantes calvinistas holandeses instalados no Brasil naquela época.

O papa João Paulo II os beatificou no dia 5 de março de 2000 na basílica de São Pedro.

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