Sobe para 215 número de mortos em atentado com caminhões-bomba na Somália

Em Mongadíscio

  • Feisal Omar/Reuters

    Forças do governo e civis buscam por sobreviventes no local de uma explosão no distrito de Hodan, Mogadíscio

    Forças do governo e civis buscam por sobreviventes no local de uma explosão no distrito de Hodan, Mogadíscio

O atentado com dois caminhões-bomba cometido no último sábado por supostos integrantes do grupo jihadista Al Shabab na capital da Somália, Mogadíscio, matou pelo menos 215 pessoas e deixou mais de 350 feridas, confirmaram à "Agência EFE" fontes dos serviços de saúde do país.

Os hospitais, escassos de medicamentos e sangue, estão superlotados de feridos. O ataque ao Safari Hotel e a um movimentado mercado da cidade é o pior já ocorrido na história do país com base no balanço de mortos, que ainda pode aumentar.

De acordo com a imprensa somali, a maioria dos mortos era civil, principalmente vendedores ambulantes. Pelo menos cinco voluntários da organização humanitária do Crescente Vermelho da Somália morreram no atentado, segundo a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICR).

"Os voluntários humanitários devem ser protegidos e não devem ser alvos de ataques", enfatizou a entidade, que informou que muitos colaboradores estão internados ou desaparecidos.

O governo chamou o episódio de "desastre nacional". Mas a mídia local e analistas considerem certo que o Al Shabab esteja por trás do atentado. 

Farah Abdi Warsameh/AP
Ao menos 215 pessoas morreram e 350 ficaram feridas em atentado na Somália

O grupo jihadista, que em 2012 se filiou à rede internacional da Al Qaeda, ainda não reivindicou a autoria do ocorrido. Ele controla parte do território no centro e no sul do país e tenta instaurar um Estado islâmico wahabista na Somália.

"Eles não se importam com as vidas do povo somali, de mães, pais e crianças", disse o primeiro-ministro Hassan Ali Khaire. "Eles atacaram a área mais populosa de Mogadício, matando apenas civis". O presidente da Somália, Mohamed Abdullahi Farmaajo, declarou três dias de luto nacional e pediu à população que doasse sangue para o tratamento dos feridos.

O país vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, o que deixou o país sem um governo efetivo e em mãos de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra que respondem aos interesses de um clã determinado e grupos armados.

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